Os frutos de um holocausto
Acesse sua conta Login
Faça parte Cadastrese!
Arautos do Evangelho
Arautos Podcast contato Contato Rezem por mim
  Livro Dr Plinio de Mons João Clá

Os frutos de um holocausto
Redação - 2016/10/06

No último período da vida, Dr. Plinio haveria de enfrentar os maiores sofrimentos espirituais e físicos, comprando dessa maneira as graças para a duração de sua obra até o fim do mundo.

Nos primeiros momentos após o desastre, os que presenciavam as terríveis cenas da estrada de Amparo, tomados de estupor e de compaixão, não possuíam elementos para penetrar em seu significado mais profundo. Entretanto, o espetáculo daquele varão forte, robusto e cheio de vitalidade, prostrado no asfalto, vertendo sangue por inúmeras feridas, sendo transladado a uma sala de operações e, pior do que tudo, privado de sua plena consciência por um tempo cuja duração ninguém podia prever, representava um marco histórico para sua obra.

A infidelidade de algumas gerações de discípulos de Dr. Plinio, desde o núcleo inicial dos companheiros de Congregação Mariana, havia levado o Grupo a um estado de deperecimento em que tudo parecia irremediavelmente encalhado. As circunstâncias pareciam indicar a ele que tal situação só poderia ser revertida por meio de um grande sacrifício, e ele se dispôs a pagar o preço.

Dr Plinio em seu apartamento, durante a longa convalescença do desastre.jpg
Dr. Plinio em seu apartamento, durante a longa convalescença do desastre

A partir desse holocausto a vida do Grupo seguiria outro rumo, transformada por um novo fluxo de graças, e as instituições internas floresceriam com vigor irresistível.

Analisando Dr. Plinio de perto e sem véus


Também para o Autor o acidente do dia 3 de fevereiro foi um terrível impacto de surpresa. Mas desde o primeiro instante foi ele tomado por um sentimento inexplicável de paz, que percebia ser fruto da graça.

Posteriormente, tendo a ocasião de acompanhar Dr. Plinio durante os vários meses de convalescença, pôde observar certos predicados que até então ele não tivera oportunidade de externar.

Sob o efeito de um trauma neuropsíquico como aquele, a pessoa manifesta sem véus o que leva no fundo do subconsciente. Ora, nesse período o Autor analisou seu mestre de perto na maior intimidade e comprovou, com pasmo, o quanto a vida sobrenatural era entranhada em sua alma.

Ao fazer comentários a respeito de médicos, enfermeiros ou visitantes, todas as suas análises psicológicas eram precisas e inerrantes. Depois de uma conversa de cinco ou dez minutos, descrevia com toda a acuidade os diversos aspectos da alma daquele que acabava de sair. Ou seja, ele havia sofrido um abalo no uso normal da razão, mas não no discernimento dos espíritos, o qual continuava intacto e, inclusive, mostrava-se agora mais rico, pois ele revelava sem reservas o que via.

Desse modo, o Autor pôde perceber e apalpar o que antes nunca poderia imaginar: em Dr. Plinio, a sabedoria e os carismas dados pela Providência transpareciam mais do que a própria natureza. Tal descoberta deu-lhe grande segurança em suas convicções, e então pensava: "Esse homem é completamente incomum! O dom de discernimento dos espíritos nele é mais estável, atuante e robusto do que a consciência. Aqui está Deus falando por ele".

E, acima de tudo, durante esse período da semiconsciência jamais o Autor presenciou em Dr. Plinio a menor atitude ou gesto que se pudesse apontar como falta moral, nem sequer a mais leve. Tudo em sua intimidade era exemplo de virtude, dignidade e sacralidade.

Novo e intenso convívio entre discípulo e mestre

Assim, o fato de conhecer de modo mais profundo qual era a aliança de Deus com aquele homem, e comprovar de forma tão patente a divinização de sua alma pela vida sobrenatural, foi para ele motivo de graças ainda mais intensas do que as recebidas na década de 1960.

Mons João conversando com Dr Plinio enquanto jantava na ntimidade do seu apartamento, na década de 1990.jpg
O Autor conversando com Dr. Plinio enquanto jantava na
intimidade do seu apartamento, na década de 1990

O próprio Dr. Plinio daria mais tarde testemunho da mudança ocorrida nas relações desse filho com ele quando descreveu o que lhe passava pela mente naqueles momentos, nas brumas da semiconsciência: "Dentro daquela confusão, de vez em quando eu voltava a mim e encontrava o João sentado junto à minha cama, sempre numa cadeira próxima da cabeceira, olhando-me. Eu via que ele me analisava com muita atenção e afeto, e eu pensava: ‘Há algo de novo na cabeça dele'".1

Por outro lado, suas súplicas insistentes a Nossa Senhora, durante os cinco anos de vida eremítica, no sentido de ter um convívio mais assíduo com seu pai e fundador, foram atendidas de forma inesperada e com uma abundância que o Autor não poderia excogitar. Passada já uma década, Dr. Plinio se referia a esse feliz resultado dos acontecimentos de fevereiro de 1975, com expressões de afeto e benquerença: "Um dos frutos mais importantes do desastre foi o de ele me ter dado o convívio com o meu João. Uma alegria enorme!".2

O "Jour le jour": convite a tomar Dr. Plinio como modelo

Movido pelas graças que a proximidade com Dr. Plinio lhe trazia e orientado em tudo por ele, o Autor deu início a um apostolado ­interno no Grupo a fim de quebrar o gelo em relação à pessoa do fundador,3 ainda relegada por muitos ao esquecimento. Para isso, começou a reunir-se com os mais jovens, chamados de "enjolras" por Dr. Plinio.

Nessas ocasiões, o Autor relatava episódios dos dias posteriores ao desastre e também analisava a semana de Dr. Plinio, contando o que presenciara e repetindo suas conversas e comentários. Nascia a instituição que naturalmente receberia o nome de reunião do Jour le jour, dia a dia em francês, na qual tinha larga cabida a descrição de pequenos fatos cotidianos, reflexo de uma mentalidade entranhada no divino, que todos aprendiam a descobrir e admirar. Assim, o simples ato de tirar o chapéu ao passar em frente a uma igreja ou a rápida decisão ao escolher o pedaço de pizza apresentado pelo garçom de um restaurante eram matéria tratada nessas reuniões, como fatinhos dignos de nota pela lição que continham para os espíritos atentos.

Ao longo dos meses o entusiasmo foi se acendendo e chegou o momento em que o domingo inteiro, da manhã até a noite, era tomado por temas catequéticos e pelas narrações sobre o passado e o presente de Dr. Plinio, numa atmosfera de grande alegria e vivacidade.

Tal método levava as pessoas a desejarem com ardor e radicalidade as últimas consequências da entrega à vocação. Por outro lado, acentuava muito a necessidade de tomar Dr. Plinio como modelo. Desse modo, para uma boa parcela do Grupo ele passou a ser o centro das atenções e o assunto das conversas. E durante suas conferências os ouvintes começavam a manifestar sua adesão e seu encanto, através de exclamações e aplausos.

Renascem os êremos

Entretanto, as graças conquistadas pelo oferecimento de Dr. Plinio, colhido no dia 3 de fevereiro, produziriam frutos ainda maiores.

Eremitas de São Bento e Præsto Sum durante a cerimônia de ação de graças a Maria Santíssima.jpg
Eremitas de São Bento e Præsto Sum durante a cerimônia de ação de graças a Maria
Santíssima pelo natalício de Dr. Plinio, celebrado em 13/12/1991 no Pátio da Glória

No início do ano de 1977 os membros do Grupo de Porto Alegre, em sua maior parte muito novos, por certas atitudes que demonstravam falta de zelo e compenetração, foram chamados a São Paulo para uma conversa com Dr. Plinio na biblioteca do Êremo de São Bento, o qual se encontrava vazio na ocasião, tendo os moradores se mudado para outra casa. Antes, porém, por orientação de Dr. Plinio o Autor os admoestou fortemente.

Os jovens, muito compungidos, pediram perdão a Dr. Plinio desejosos de reparar a falha cometida. Ele completou a repreensão, mas, ao mesmo tempo, elogiou a boa disposição em que estavam no momento e aconselhou-os a se manterem sempre naquela impostação de espírito. Então, impressionados, eles suplicaram permanecer para sempre no Êremo de São Bento.
Dr. Plinio, depois de conversar com o Autor e dar-lhe indicações precisas de como proceder, aceitou o pedido.

O Êremo de São Bento revivia, e nele os aspectos religioso e militar da vocação se apresentavam em perfeita consonância, em meio a movimentações, desfiles, cortejos solenes em honra de Nossa Senhora, cânticos e proclamações. Um novo tipo humano era forjado, todo feito de sacralidade, temperança e combatividade.

"Desejei esta ordem de cavalaria!"

No ano de 1980, por ocasião da festa litúrgica de São Bento, Dr. Plinio foi ao êremo, no qual havia sido concluída uma reforma dos prédios. Pediram-lhe que visitasse todos os ambientes da casa, o que ele fez de bom grado, percorrendo as dependências, inclusive a cozinha e cada uma das celas. Depois de verificar a perfeita ordem de tudo com grande contentamento, entrou na capela. Nesse instante, o Autor aproximou-se dele e suplicou-lhe fazer uma oração em voz alta, diante do Santíssimo Sacramento.

Sempre flexível e desejoso de beneficiar seus filhos espirituais, ele aceitou. Dirigindo-se a Jesus Sacramentado, improvisou uma prece: "Vós bem vistes o transbordamento de minha alegria, de minha afinidade de alma com tudo quanto aqui via. Uma espécie de surpresa, de pasmo e de maravilha, como quem pensa: ‘Mas, Senhor, então é verdade que aquilo que esperei se realiza? É verdade que aquilo que pedi veio parar nas minhas mãos? É verdade que aquilo que eu desejei Vós acabastes, pelos rogos de vossa Mãe, de dar-me tão inteiramente?'".4

Em seguida, com palavras que jorravam do fundo de uma alma na qual jamais vacilara a esperança, exclamou: "Desejei esta ordem de cavalaria! Desejei-a como ela é, com a gravidade, com a seriedade, com a solenidade, com a força, com a capacidade de reflexão, com a decisão que aqui eu noto, e nas quais eu saúdo o primeiro degrau de uma longa e alta escadaria que deve conduzir aos mais altos patamares da vitória".5

Bebendo por inteiro a cálice da dor

Os anos posteriores ao desastre de 1975 trouxeram muitas consolações a Dr. Plinio, por ver sua obra vingar, sobretudo entre os mais jovens. Todavia, as perseguições externas e, por vezes, até internas não faltaram. Nessas circunstâncias ele conservava a calma imperturbável de quem confia plenamente na intervenção de Deus. O Autor, observador atento de suas atitudes nos momentos de triunfo e de incerteza, pode testemunhar nunca tê-lo visto eufórico ou desanimado, nem sequer por poucos segundos. Seu equilíbrio era angélico: mantinha-se sempre bem disposto, transmitindo a todos paz, força e segurança.

Dr Plinio dando reunião para jovens no Auditório São Miguel.jpg Dr Plinio dando reunião para jovens no Auditório NSra Auxiliadora.jpg
Dr. Plinio dando reunião para jovens no Auditório São Miguel, em agosto de 1982
(esquerda), e no de Maria Auxiliadora, em 23/12/1993 (direita)

À medida que a idade avançava, sua fé na certeza da vitória da Contra-Revolução crescia, impulsando-o a dar mais de si, a ponto de mostrar uma sede insaciável de sacrificar-se. Desejava derramar todo o sangue que lhe era pedido, a fim de com ele irrigar o solo do Reino de Maria.

"Morrerei com 86 anos? Irei a 92, como mamãe? Irei a mais? Só Nossa Senhora o sabe. Meu desejo é viver tanto quanto Ela queira, mas confesso a vontade de ver atendida a bela súplica de um Salmo: ‘não me leves na metade dos meus dias' (cf. Sl 101, 25). Ou seja: ‘Um número de dias foi contado para mim quando fui criado. Ó Deus, considerai não as minhas lacunas, mas a vossa misericórdia, dai-me a graça de ter feito e vivido tudo quanto deveria, de cerrar os olhos tendo bebido inteiro o cálice da dor'. Eu morreria desapontado se tivesse a ideia de haver fugido de uma gota de dor".6

A Revolução morreu!

Em que consistia essa dor? Ele mesmo o explica, em termos de uma grandeza bíblica:

"Deus me fez uma promessa e me deu uma esperança, mas quis pôr em minha via a crueldade do desmentido. Eu tinha de tropeçar no desmentido e formar novo ato de confiança. Meus passos avançam até o momento da morte se apresentar. Não há mais saída! Então, como é? Sua vontade foi fazer-me passar por essa prova terrível, mas terminá-la com a mesma tranquilidade: ‘Senhor, quisestes me fazer atravessar o vale das decepções mais cruéis. Atravessei-o! Posso dizer como São Paulo ao morrer: Bonum certamen certavi, cursum consummavi, da mihi premium gloriæ tuæ - Combati o bom combate, percorri todo o meu caminho. Agora, Senhor, dai-me o prêmio de vossa glória'. [...] Segundo uma linda tradição, sua cabeça foi cortada com tanta violência que saltou e bateu três vezes no chão, fazendo surgir de cada vez uma fonte. Eu então diria o mesmo: ‘Minha cabeça decepada pela decepção, mas fiel a si mesma, bateria no chão e executaria o plano de Deus: três fontes, uma nova era histórica se abriria'. A promessa estaria realizada. Minha cabeça cortada, minhas esperanças desiludidas teriam aberto o Reino de Maria!".7

Tão heroica fé, em meio à mais dura provação, manifestou-se em suas conferências durante os últimos meses de vida terrena, nas quais transparece a convicção do triunfo final de Deus na História. O Autor está certo de ter sido essa fé a que abriu irreversivelmente as portas do Reino de Maria. Sim, o sacrifício e as dores de Dr. Plinio não foram em vão. Ele mesmo os via, de algum modo, pesar na balança divina como elemento decisivo para a derrota do mal:

"No meu tempo de jovem o mundo ainda vivia o outono e o inverno da tradição. Tudo quanto era tradicional, tudo quanto era conforme ao que nos tinham legado os séculos de fé anteriores, tudo morria. Pelo contrário, tudo quanto aparecia era a contestação do passado e a fabricação de um futuro diretamente oposto ao passado que parecia descer para a sepultura. Hoje podemos afirmar: chegou a era do outono e do inverno da Revolução. Ferida de um golpe que nós esperamos que seja um golpe fatal e de morte, ela vai se recolhendo para a sua gruta como uma bruxa resmunguenta, derrotada e complexada. Durante esse tempo aparece, radiosa, a aurora da Contra-Revolução".8

Adoração da Santa Cruz durante a Celebração da Paixao do Senhor.jpg
Adoração da Santa Cruz durante a Celebração da Paixão do Senhor

E ele concluía com um brado profético, mais atual do que nunca: "‘Revolução maldita, igualitária e gnóstica, tua hora chegou, recolhe-te aos antros dos quais jamais deverias ter saído. Sol da ortodoxia, sol da fé, sol da castidade, sol da coragem cavalheiresca, levanta-te porque é a tua hora'. Empunhando o gládio da Palavra de Deus, empunhando o gládio da boa argumentação, o gládio da afirmação categórica e corajosa de nossas verdades, proclamemos: ‘A Revolução morreu, morreu, morreu!'".9

Perplexidade diante dos desígnios divinos


Em 1995 Dr. Plinio foi acometido por uma série de preocupações. Embora sentisse as forças diminuírem, nunca alterou a densa rotina de suas atividades.

Em fins de julho desse ano, seus discípulos insistiram para que repousasse por alguns dias na fazenda de Nossa Senhora do Amparo. O Autor se encontrava na Espanha, após recuperar-se de uma grave e penosa doença. Algumas semanas depois Dr. Plinio assentiu, e partiu em 21 de agosto, voltando à capital paulista somente na noite de 1º de setembro, diretamente para o Hospital Oswaldo Cruz. O diagnóstico era dramático: câncer no fígado, com metástases nos pulmões. Não obstante, durante seu último mês de vida a perplexidade diante dos misteriosos desígnios de Deus a seu respeito era-lhe mais dolorosa que as atrozes dores físicas que padecia, levando-o a exclamar: "Tudo se resolveria se eu compreendesse um ponto!".

Segundo a opinião do Autor, Dr. Plinio desejava discernir se sua morte era uma punição por alguma falta cometida que ignorava, ou se estava nos desígnios de Nossa Senhora do Bom Conselho quando lhe prometera interiormente ver realizada sua missão. Questão tão delicada, própria a uma consciência puríssima, só se resolveria ao transpor os umbrais da eternidade. Nesta Terra deveria ele beber esse amaríssimo cálice, sem, contudo, perder a confiança: "Se não houvesse Mater Boni Consilii, nada haveria", diria no hospital.

Se um Anjo falecesse...


Conforme avançava a doença, sentia uma dificuldade crescente em se expressar. Em determinado momento exclamou: "O sofrimento é indizível, indizível, indizível...". Se a meta de todas as suas atitudes durante a vida foi unicamente a glória de Deus, também na morte teria ele o mesmo objetivo: "Preciso me preparar para morrer da maneira que mais glorifique a Deus", afirmou a menos de um mês de seu passamento. E, poucos dias depois, dirigindo-se ao Autor, ele confidenciou:

- Aprendi a confiar no mais terrível abandono. Julguei-me abandonado até por Jesus.

Procurando confortá-lo, o Autor lembrou-lhe ser a sensação de abandono a maior provação de quem se oferece como vítima. Tendo Dr. Plinio especial devoção à agonia de Nosso Senhor no Horto, recordou-lhe esse episódio, com palavras por ele mesmo formuladas:

- Há muitos Hortos das Oliveiras na vida dos homens.

Ao escutar tal afirmação, Dr. Plinio concluiu:

- É o abandono por excelência!

Mas a Mãe de Misericórdia lhe obteve também instantes de consolação, um dos quais ocorreu na noite de 17 para 18 de setembro, quando exclamou: "Celeste Jerusalém! Oh, Céu, cidade de Deus!".

Após a morte o rosto de Dr Plinio esboçou um discreto sorriso.jpg
Após a morte, o rosto de Dr. Plinio esboçou um discreto sorriso

Contemplando-o imerso no drama e no sofrimento, o Autor sentia-se mais fascinado por sua pessoa. Em certa ocasião o indagou:

- Por que o senhor atrai tanto?

Dr. Plinio logo respondeu, apontando a um Crucifixo:

- Pergunte a quem atraiu infinitamente mais...

Sua fisionomia quase sempre exprimia uma dor cheia de paz, sobretudo em seus últimos dias e, ainda mais, nas três horas de sua agonia.

No ocaso de 3 de outubro de 1995, tendo à direita uma relíquia do Santo Lenho e uma vela benta, portando na outra mão um rosário e sob o olhar de Mater Boni Consilii, Plinio Corrêa de Oliveira entregou seu espírito a Deus. As fotos de seu corpo, já revestido pelo hábito idealizado por ele para sua ordem de cavalaria, atestam a veracidade destas suas palavras: "É próprio do holocausto ser feito com tanta boa vontade que na hora do consummatum est floresce um sorriso".10 O Autor teve a graça de assistir a seu último suspiro e pode afirmar que se um Anjo falecesse não seria diferente... (Revista Arautos do Evangelho, Julho/2015, n. 175, 44 à 49)

Votar Resultado 5  Votos

Gostou desta página? Então comente e participe da nossa família! Se ainda não é usuário, basta se cadastrar. É simples, rápido e gratuito! Se já é usuário, basta fazer seu login.
  Dom de Sabedoria