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O Coração que tanto nos amou!
Clara María Morazzani - 2009/10/08

MILAGRE EUCARÍSTICO DE LANCIANO

Um monge com terríveis tentações contra a fé na Eucaristia vê realizar-se um portentoso milagre que há doze séculos desafia os incrédulos e foi confirmado pelos mais rigorosos testes da Ciência moderna.

CLARA MARIA MORAZZANI.JPGClara María Morazzani

Numa bela e ensolarada manhã do ano 750, os sinos tocaram alegres, chamando os habitantes da pequena cidade de

ostensorio_lanciano.jpg
As relíquias do milagre, acontecido em 750,
conservam-se hoje num belo ostensório de
prata
Lanciano para a Missa na igreja dedicada a São Longino, o oficial romano que transpassou o coração de Jesus com a lança.

O celebrante, porém, um monge da ordem de São Basílio, não participava da alegria geral. Havia já algum tempo, sentia-se assaltado por uma forte dúvida: estaria Nosso Senhor Jesus Cristo real e substancialmente presente na Eucaristia?

Apesar de ele orar com persistência, suplicando a Deus que reavivasse sua Fé, esse terrível pensamento o atormentava sem cessar. Assim, a celebração do Santo Sacrifício da Missa constituía para ele motivo de sofrimento, pois era o momento em que a tentação se tornava mais intensa.

Eis a Carne e o Sangue de nosso amantíssimo Salvador!

Naquele dia o pobre monge, enquanto vestia os paramentos sagrados, sentia mais do que nunca seu coração mergulhado na escuridão da dúvida. Entretanto, como o dever o chamava, ele subiu os degraus do altar e começou a celebração.

Na hora da Consagração, pronunciou claramente, como sempre, as solenes palavras: "Isto é o meu Corpo que será entregue por vós" ... "Este é o cálice do meu Sangue"... Em seguida, deteve-se, assaltado pela violenta incerteza: será mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo presente sob a aparência desse minúsculo pedaço de pão e dessas poucas gotas de vinho?

Nesse instante, viu com admiração a branca hóstia transformar-se em um pedaço de carne e o vinho em sangue real que se coagulou e dividiu- se em cinco fragmentos de forma irregular e de tamanhos diferentes.

Muito assustado de início, depois cheio de alegria, o feliz monge permaneceu durante certo tempo como que em êxtase e depois, derramando lágrimas de gratidão, voltou-se para os fiéis e exclamou:

- Bendito seja Deus que, para destruir minha incredulidade, quis manifestar- Se neste Santíssimo Sacramento e tornar-Se visível a nossos olhos! Vinde, irmãos, e contemplai! Eis a Carne e o Sangue de nosso amantíssimo Salvador!

Os incrédulos recuperam a Fé; os tíbios, o fervor

Ao constatar o milagre, todos se ajoelharam cheios de respeito e adoração, clamando por perdão e misericórdia, julgando-se indignos de presenciar tão emocionante manifestação sobrenatural.

calice_lanciano.jpg
O sangue,dividido em cinco fragmen-
tos, está exposto num cálice de cris-
tal de rocha

Desde o início, as autoridades religiosas reconheceram a autenticidade do milagre. A notícia espalhou-se por toda a cidade e pelos povoados vizinhos. De todas as partes acorreram peregrinos desejosos de contemplar com seus próprios olhos e de adorar a Carne e o Sangue de Cristo.

Em pouco tempo, Lanciano tornou-se o lugar onde muitos incrédulos renasciam para a Fé e cristãos entibiados se afervoravam na devoção à Sagrada Eucaristia.

Situações de perigo e incerteza

Os monges que celebravam na igreja de São Longino deixaram Lanciano no século XII, passando o convento para os beneditinos. Estes, em 1253, foram sucedidos pelos frades franciscanos conventuais que, em 1258, reconstruíram a igreja e a dedicaram a São Francisco de Assis.

Até hoje as sagradas relíquias se conservam nessa igreja. A Carne está exposta em um artístico ostensório de prata finamente cinzelada. E o Sangue, coagulado e dividido em cinco fragmentos, está posto em uma espécie de cálice de cristal de rocha. Diversos documentos atestam a veneração a elas prestada, e o costume que havia de levá-las em procissão nos momentos de graves e urgentes necessidades.

Ao longo dos séculos, porém, passaram elas por situações de perigos e incertezas. Uma delas ocorreu em agosto de 1566, por ocasião das incursões turcas naquela região da Itália. Vendo o iminente risco em que se encontrava esse precioso tesouro, um frade franciscano chamado Giovanni Antonio di Mastro Renzo tomou o relicário e partiu para lugar mais seguro. Mas depois de ter caminhado durante toda a noite, verificou, com grande surpresa, que se encontrava ainda às portas de Lanciano! Compreendeu então que ele e seus irmãos de hábito deveriam permanecer na cidade para custodiar as relíquias.

A Ciência não consegue explicar o prodigioso fato

Rigorosos testes científicos realizados por dois peritos italianos em 1970 demonstram de maneira inequívoca que se trata de carne e sangue tirados de um ser humano vivo, não de um cadáver; o pedaço de carne é de um coração, e o sangue pertence ao grupo AB, o mesmo do homem do Santo Sudário de Turim. Em 1973, uma comissão científica nomeada pela Organização Mundial da Saúde, da ONU, confirmou as conclusões dos especialistas italianos. E em 1976, foi publicado um resumo dos trabalhos de

torre.JPG
Torre da Igreja de S.Francisco de Assis,on-
de são veneradas as sagradas reliquías
ssa Comissão, em cuja conclusão se declara que a Ciência, conhecedora de seus limites, se detém diante da impossibilidade de dar uma explicação para o prodigioso fato.

Trata-se sem dúvida de relíquias do próprio Coração de Jesus que Longino atravessou com sua lança!

A nós é concedida graça ainda maior

Tocante manifestação de amor divino!

A história deste portentoso milagre deve encher-nos de confiança em relação ao misericordioso Coração de um Deus feito Homem que Se deixa esconder sob as espécies do pão e do vinho e dá-Se a nós como alimento a cada dia.

Quer prisioneiro no tabernáculo, quer exposto num rico ostensório, tanto em humildes capelas rurais quanto em grandiosas catedrais, Ele está ali à nossa espera, desejoso de ouvir, de consolar, de perdoar...

Jesus pode, num instante, transformar nossas pobres e frágeis almas como o fez com a alma daquele atormentado monge, cujas súplicas cheias de aflição foram atendidas com superabundância de graças.

A nós, porém, Nosso Senhor quer conceder uma graça ainda maior. Nós não vemos nem tocamos a Carne e o Sangue, contemplamos apenas o pão e o vinho. Mas, se crermos com Fé robusta e ardente nesse inefável Mistério, Ele próprio nos promete uma imensa recompensa: "Bem-aventurados os que acreditaram sem terem visto" (Jo 20,29). 

                                                                 ******

O testemunho da Ciência moderna

Como outrora o Apóstolo Tomé, incontáveis homens de nosso século estão sempre propensos a tomar uma atitude de ceticismo ante as maravilhas da Religião. Querem provas.

milagre01.jpgE Deus muitas vezes condescende em dá-las de modo inegável, como o Santo Sudário de Turim e a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe estampada no rústico manto do índio Juan Diego.

O milagre eucarístico de Lanciano é uma dessas manifestações da divina bondade.

Lá estão, guardados há mais de doze séculos, um pedaço de carne e cinco fragmentos de sangue solidificado. Uma tradição multissecular, corroborada por importantes documentos, atesta que se trata da Carne e do Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, surgidos da hóstia e do vinho consagrados no ano de 750.

Mas, para o homem cético de nossos dias, que valor têm essa tradição e esses documentos? Vale a pena conhecer o pronunciamento da Ciência moderna a respeito.

A opinião de um conceituado cientista

Já nos anos de 1574, 1637, 1770 e 1886 essas relíquias foram objeto de investigações de especialistas, com os deficientes recursos técnicos de cada época. Em 1970 o Arcebispo de Lanciano, Dom Perantoni, e o Padre Provincial dos franciscanos conventuais de Abruzzos decidiram submetê-las a um novo e rigoroso exame científico.

A tarefa foi confiada ao Dr. Eduardo Linoli, professor de Anatomia, de Histologia, de Química e de Microscopia Clínica, coadjuvado pelo Prof. Ruggero Bertelli, da Universidade de Siena.

O Dr. Linoli extraiu parcelas das sagradas relíquias em novembro de 1970, para fazer as análises em laboratório. Quatro meses depois, ele apresentou um relatório detalhado dos vários testes
efetuados. Resumidamente, suas conclusões estão descritas a seguir.

Não há como negar que se trata de carne verdadeira de um coração humano, constituída do tecido muscular estriado do miocárdio. O sangue também é verdadeiro, de natureza humana. Ambos, carne e sangue, pertencem ao grupo sanguíneo AB.

Este dado foi complementado pelo Dr. Linoli no mês passado, numa entrevista à conceituada agência católica Zenit. Declarou ele que "o grupo sanguíneo é o mesmo do homem do Santo
Sudário de Turim, e é particular porque tem as características de um homem que nasceu e viveu nas zonas do Oriente Médio".

As proteínas contidas no sangue estão divididas normalmente, em proporções percentuais idênticas às do sangue fresco comum.

E não há indício algum de sal ou de substâncias conservantes utilizadas na antiguidade com a finalidade de mumificação.

O Prof. Linoli descarta ainda a hipótese de o pedaço de carne ter sido extraído do coração de um cadáver. Esclarece ele

lanc1.jpg
A ciência prova estar constituída a re-
líquia por tecido muscular do miocár-
dio
que somente uma mão especializada em dissecação anatômica teria podido fazer um corte uniforme de uma víscera côncava e tangencial à superfície dessa víscera. Ademais, se o sangue tivesse sido extraído de um cadáver, se teria rapidamente alterado, por deliqüescência ou putrefação.

Conclusões confirmadas por uma comissão da OMS

O relatório do Prof. Linoli foi publicado em Quaderni Sclavo in Diagnostica (1971, fasc. 3, Gráfica Meini, Siena) e despertou grande interesse no mundo científico.

Em 1973, o Conselho Superior da Organização Mundial da Saúde nomeou uma comissão científica para conferir as conclusões do médico italiano. Em 15 meses de trabalho, ela efetuou um total de 500 exames e, no final, confirmou os resultados publicados pelo Dr. Linoli.

Quanto à natureza do pedaço de carne, a Comissão declarou tratar-se de um tecido vivo porque responde rapidamente a todas as reações químicas próprias aos seres vivos. Reconheceu
também que a conservação dessas relíquias ao longo de mais de doze séculos não é explicável cientificamente.

                                                                * * *

Pode-se, pois, afirmar com toda certeza que a Ciência, chamada a testemunhar, deu um seguro apoio à crença da autenticidade do Milagre Eucarístico de Lanciano.

(Revista Arautos do Evangelho, Jun/2005, n. 42, p. 23 à 25)

 

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Lucas
  -   20 de novembro de 2010

Louvado seja nosso Senhor Jesus!!
  Dom de Sabedoria