Termina o Ano Santo: continua aberta a Porta da Misericórdia do Coração de Jesus
Acesse sua conta Login
Faça parte Cadastrese!
Arautos do Evangelho
Arautos Podcast contato Contato Rezem por mim
  Livro Dr Plinio de Mons João Clá

Termina o Ano Santo: continua aberta a Porta da Misericórdia do Coração de Jesus
Gaudium Press - 2016/11/21

Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 20-11-2016, Gaudium Press) As cerimônias da Solenidade de Cristo Rei, a missa de encerramento do Jubileu da Misericórdia e o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro foram presididas pelo Papa Francisco neste domingo, no Vaticano. 

Termina o Ano Santo continua aberta a Porta da Misericórdia do Coração de Jesus.jpg

Em suas palavras então proferidas, inicialmente, o Santo Padre explicou:

"A solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo coroa o ano litúrgico e este Ano Santo da Misericórdia.
O Evangelho apresenta a realeza de Jesus no auge de sua obra salvadora e o faz de maneira surpreendente.

‘O Messias de Deus, o Eleito, (...) o Rei' aparece sem poder nem glória: está na cruz, onde parece mais um vencido do que um vencedor.

Realeza Paradoxal

O Papa continuou falando sobre a Realeza de Jesus:

"A sua realeza é paradoxal: o seu trono é a cruz; a sua coroa é de espinhos; não tem um cetro e não usa vestidos suntuosos, mas é privado da própria túnica; não tem anéis brilhantes nos dedos, mas as mãos transpassadas pelos pregos; não possui um tesouro, mas é vendido por trinta moedas."

Rei do universo, centro da história, Senhor de nossa vida

"Não é deste mundo o reino de Jesus, mas Nele -como nos diz o Apóstolo Paulo na segunda leitura-, encontramos a redenção e o perdão, pois a grandeza do seu reino não está na força segundo o mundo, mas no amor de Deus, um amor capaz de alcançar e restaurar todas as coisas.

Por este amor, Cristo abaixou-se até nós, viveu a nossa miséria humana, provou a nossa condição mais ínfima: a injustiça, a traição, o abandono; experimentou a morte, o sepulcro, a morada dos mortos.

Assim, se aventurou o nosso Rei até os confins do universo, para abraçar e salvar todo o vivente. Não nos condenou, nem sequer nos conquistou, nunca violou a nossa liberdade, mas abriu caminho com o amor humilde, que tudo desculpa, tudo espera, tudo suporta. Somente este amor venceu e continua vencendo os nossos grandes adversários: o pecado, a morte e o medo."

"Seria demasiado pouco crer que Jesus é Rei do universo e centro da história, sem fazê-lo tornar-se Senhor de nossa vida", destacou Francisco.

Acolher a Realeza de Jesus

"Para acolher a realeza de Jesus, somos chamados a lutar contra esta tentação, a fixar o olhar no Crucificado, para Lhe sermos fiéis cada vez mais", afirmou o Papa.

E logo falou sobre as tentações de descer da cruz, procurando caminhos fáceis que nos afastam da contemplação do verdadeiro rosto do Rei do Universo que o Ano da Misericórdia nos convidou a contemplar:

"Quantas vezes se procuraram -mesmo entre nós- as seguranças gratificantes oferecidas pelo mundo! Quantas vezes nos sentimos tentados a descer da cruz! A força de atração que tem o poder e o sucesso pareceu um caminho mais fácil e rápido para difundir o Evangelho, esquecendo depressa como atua o reino de Deus.

Este Ano da Misericórdia convidou-nos a descobrir novamente o centro, a regressar ao essencial. Este tempo de misericórdia nos chama a contemplar o verdadeiro rosto do nosso Rei, aquele que brilha na Páscoa, e a descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é acolhedora, livre, fiel, pobre de meios, rica no amor, missionária.

A misericórdia, levando-nos ao coração do Evangelho, nos exorta também a renunciar a hábitos e costumes que podem obstaculizar o serviço ao reino de Deus, a encontrar a nossa orientação apenas na realeza perene e humilde de Jesus, e não na acomodação às realezas precárias e aos poderes mutáveis de cada época. "

O Bom Ladrão, a Misericórdia e Nós

O Papa encontrou no Bom Ladrão um exemplo para a contemplação de Jesus, para acreditar seu Reino e obter Misericórdia:

"Perto de Jesus, o malfeitor o invoca dizendo: ‘Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres no teu Reino'. "Com a simples contemplação de Jesus, ele acreditou no seu Reino. E não se fechou em si mesmo, mas, com os seus erros, os seus pecados e os seus problemas, dirigiu-se a Jesus. Pediu para ser lembrado, e saboreou a misericórdia de Deus:

‘Hoje estarás comigo no Paraíso'. Deus, quando lhe damos tal possibilidade, se lembra de nós. Está pronto a apagar completamente e para sempre o pecado, porque a sua memória não é como a nossa: não registra o mal feito, nem continua a ter em conta as ofensas sofridas. Deus não tem memória do pecado, mas de nós, de cada um de nós, seus filhos amados e crê que é sempre possível recomeçar, levantar-se", disse Francisco.

Porta da Misericórdia: sempre aberta

Francisco nos convidou a pedir "o dom desta memória aberta e viva": "Peçamos a graça de não fechar nunca as portas da reconciliação e do perdão, mas saber ir além do mal e das divergências, abrindo todas as vias possíveis de esperança. Assim como Deus acredita em nós, infinitamente para além de nossos méritos, também nós somos chamados a infundir esperança e a dar uma oportunidade aos outros. Com efeito, embora se feche a Porta Santa, continua sempre escancarada para nós a verdadeira porta da misericórdia que é o Coração de Cristo. Do lado transpassado do Ressuscitado jorram até o fim dos tempos a misericórdia, a consolação e a esperança", frisou o Pontífice.

"Muitos peregrinos atravessaram as Portas Santas e, longe do fragor dos noticiários, saborearam a grande bondade do Senhor. Agradeçamos ao Senhor por isso e recordemo-nos de que fomos investidos em misericórdia para nos revestir de sentimentos de misericórdia, para nos tornarmos instrumentos de misericórdia. Prossigamos, juntos, este nosso caminho. Acompanhe-nos Nossa Senhora! Ela também estava junto da cruz; lá nos deu à luz enquanto terna Mãe da Igreja, que a todos deseja abrigar sob o seu manto. Ao pé da cruz, Ela viu o bom ladrão receber o perdão e tomou o discípulo de Jesus como seu filho. É a Mãe de misericórdia, a quem nos confiamos: toda situação nossa, toda oração nossa, dirigida aos seus olhos misericordiosos, não ficará sem resposta." (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com informações RV)

Votar Resultado 3  Votos

Gostou desta página? Então comente e participe da nossa família! Se ainda não é usuário, basta se cadastrar. É simples, rápido e gratuito! Se já é usuário, basta fazer seu login.
  Dom de Sabedoria